Não sei o que tinha feito que havia quebrado a conexão com o Twitter. Agora está funcionando novamente (espero)!
Perder os melhores dias do mercado
Publicado: fevereiro 23, 2013 em Brasil, crise financeira, Finanças, Investimento Quantitativo, Mercado de ações, Mercado financeiroTags:backtesting, bovespa, carteira de investimento, ibovespa, investimento quantitativo, Mercado financeiro, otimização de portfolio
Vi um gráfico interessante compartilhado por um amigo no Facebook, comparando o retorno total do S&P entre 1980 e 2012 se o investidor tivesse ficado comprado todos os dias, e se tivesse perdido os 5, 10, 30 e 50 melhores dias do mercado. O gráfico é este:
O gráfico sugere que ficar fora do mercado pode custar caro, porque podemos perder os dias com os melhores retornos. Decidi replicar para o IBOVESPA. Usei dados entre 1/jan/1997 e 22/05/2013 (escolha arbitrária…não confio muito em dados históricos do mercado brasileiro muito antigos). Aqui está o resultado:
Remover os melhores dias do mercado tem um impacto muito grande no retorno acumulado. Como a volatilidade do IBOVESPA é muito maior do que a do S&P (no período 1997-2013, vol do IBOV ~ 35%, vol do S&P ~21%), o impacto é bem maior no IBOVESPA.
Porém, este teste hipotético possui uma premissa bem peculiar: o investidor fica de fora exatamente nos melhores dias. Tudo bem que market timing é uma coisa difícil e que os estudos mostram que os investidores tendem a sair e entrar no mercado nos momentos errados, mas perder exatamente os melhores dias é exagerado. E se invertêssemos a lógica? O que aconteceria com um investidor que tivesse a capacidade de ficar de fora justamente nos piores dias do mercado? Devido ao efeito de composição das perdas e ganhos, ele teria um desempenho miraculoso (note que a primeira barra tem o mesmo valor nos dois gráficos):
O efeito de composição significa que perder 50% e depois ganhar 50% não retorna o investimento ao mesmo valor. Por exemplo, se tenho R$10,000 e perco 50%, fico com R$5,000. Se ganhar mais 50% vou para R$7.500 e ainda estou perdendo 25% em relação ao valor original. Podemos argumentar então que ficar fora do mercado em dias muito ruins pode ser melhor do que deixar estar no mercado nos melhores dias.
A discussão toda, é claro, parte da premissa de um sistema de market timing perfeito. Considerando que retornos extremos tendem a ocorrer próximos uns dos outros (efeito de conglomerados de volatilidade), construir um sistema que evita só os retornos negativos é impossível. Porém, períodos de volatilidade extrema geralmente são ruins no agregado, ou seja, detectar tais períodos e ficar de fora deles pode ser valioso.
Tem-se falado bastante sobre sistemas de alocação tática usando médias móveis para determinar quando entrar ou sair de uma classe de ativos (coisas à la Ivy Portfolio e Mebane Faber). Regras muito simples parecem funcionar. O gráfico abaixo apresenta uma estratégia que alterna entre IBOVESPA e CDI, mudando para o CDI quando o IBOVESPA está abaixo da média móvel de 120 dias (a janela foi totalmente chutada, outras até mais curtas funcionam melhor ainda). A estratégia tem um retorno acumulado bem maior do que o do IBOV, com um drawdown máximo praticamente metade (drawdown da estratégia ~31%, drawdown do IBOVESPA ~60%). Teríamos ficado de fora em períodos turbulentos como parte da crise de 2008 . O teste não inclui custos operacionais, pode-se argumentar ad nauseam sobre o tamanho da janela etc…Porém se algo tão ridiculamente simples parece ajudar bastante, acho que existe esperança para a ideia de tentar entrar e sair do mercado de maneira tática.
Seguem algumas estatísticas para não ficar só no gráfico:
Como ponto final e, citando Game of Thrones, “Palavras são vento”. Nenhuma quantidade de backtests substituirá desenvolver e usar um sistema na prática, com dinheiro em jogo. Olhar o gráfico é uma coisa; tomar o drawdown e ver seu dinheirinho desaparecendo é outra. Finalmente, vale sempre o nosso velho e bom disclaimer.
Análise Técnica – teste de 1928 a 2011
Publicado: janeiro 28, 2013 em Academia, EUA, Finanças, Investimento Quantitativo, Mercado de ações, Mercado financeiroTags:análise técnica, backtesting, investimento quantitativo
Um artigo recente testa regras de análise técnica usando dados de ações do Dow Jones entre 1928 e 2011. O artigo testa diversas variantes de regras que utilizam médias móveis para definir sinais de compra e venda. A regra básica utilizada é o clássico cruzamento de duas médias móveis com janelas diferentes:
- Comprar quando a média móvel rápida cruzar a média móvel lenta de baixo para cima
- Vender quando a média móvel rápida cruzar a média móvel lenta de cima para baixo.
As janelas das médias móveis são variadas entre 1 e 250 dias. A estratégia básica é enriquecida com alguns filtros, como por exemplo operar apenas quando o sinal persistir por alguns dias. Além disso, são testadas variantes estáticas, ou seja, com parâmetros fixos, e dinâmicas, utilizando critérios para escolher entre as melhores estratégias em períodos passados, com atualização mensal. No total, são testadas 10800 estratégias diferentes, e cada uma é aplicada a todas as ações que fizeram parte do índice no período, considerando custos de operação.
As conclusões do artigo mostram que a rentabilidade ajustada ao risco das regras de análise técnica é restrita ao período entre a década de 1960 e 1980, e apenas quando não há restrições à venda das ações. Para investidores que não podem vender ações à descoberto, o retorno ajustado ao risco é estatisticamente igual a zero.
Risco baixo = retorno alto?
Publicado: janeiro 17, 2013 em Brasil, economia, Finanças, Investimento Quantitativo, Mercado financeiroTags:carteira de investimento, carteira de mínima variância, carteira de variância mínima, fronteira eficiente, ibovespa, otimização de carteiras, otimização de portfolio
Ainda tentando resolver meu problema de provedor de dados. Enquanto isso, mais um post sobre investimento sobre ações de baixa volatilidade. O gráfico abaixo ilustra a inversão total que ocorre na prática entre risco e retorno: ações com baixo risco no passado possuem retornos altos no futuro, e vice-versa.
Cada linha representa o retorno acumulado de investir o capital igualmente entre as ações que possuem volatilidades progressivamente maiores. A linha “Vol1″ representa a carteira com as ações de menor volatilidade, e a linha “Vol5″, as ações com maior volatilidade. Quanto maior a volatilidade passada, pior o desempenho no futuro. O IBOVESPA aparece próximo da segunda carteira com as ações de maior volatilidade, perdendo do CDI no período….
A lição é simples: compre ações de baixo risco e seja feliz.
Carteira de variância mínima – Jan/13
Publicado: janeiro 8, 2013 em Brasil, Finanças, Investimento Quantitativo, Mercado de ações, Mercado financeiroTags:carteira de investimento, carteira de mínima variância, carteira de variância mínima, fronteira eficiente, ibovespa, otimização de carteiras, otimização de portfolio
Estou tendo dificuldades com o acesso aos dados para gerar a carteira de janeiro. Peço paciência aos que acompanham enquanto tento resolver….
Carteira de variância mínima – Dez/12
Publicado: dezembro 4, 2012 em Academia, Brasil, Carteiras de investimento, Economia brasileira, Finanças, Investimento Quantitativo, Mercado de ações, Mercado financeiro, RiscoTags:carteira de investimento, carteira de mínima variância, carteira de variância mínima, fronteira eficiente, ibovespa, otimização de carteiras, otimização de portfolio
Neste post, estou publicando a CVM para o mês de dezembro de 2012 (isto é, obtida utilizando-se dados até novembro de 2012). As carteiras e os resultados ficarão na página Carteiras (menu do blog). A composição da CVM de dezembro de 2012 é a seguinte:
| Código | Ação | Alocação Dezembro 2012 | Alocação Novembro 2012 |
| AMBV4 | AMBEV | 15.81% | 15.79% |
| CIEL3 | CIELO | 8.84% | 8.80% |
| NATU3 | NATURA | 8.57% | 7.56% |
| CPFE3 | CPFL ENERGIA | 8.02% | 8.37% |
| TRPL4 | TRAN PAULIST | 7.67% | 8.30% |
| CTIP3 | CETIP | 7.37% | 7.98% |
| ELPL4 | ELETROPAULO | 7.08% | 7.80% |
| UGPA3 | ULTRAPAR | 6.51% | 5.63% |
| VIVT4 | TELEF BRASIL | 6.35% | 6.47% |
| LIGT3 | LIGHT S/A | 6.02% | 5.26% |
| CCRO3 | CCR SA | 5.96% | 5.86% |
| DASA3 | DASA | 5.56% | 5.89% |
| PCAR4 | P.ACUCAR-CBD | 2.42% | 1.16% |
| CPLE6 | COPEL | 2.10% | 3.87% |
| OIBR3 | OI | 0.86% | 0.52% |
| EMBR3 | EMBRAER | 0.46% | 0.00% |
| CRUZ3 | SOUZA CRUZ | 0.39% | 0.29% |
| ELET6 | ELETROBRAS | 0.01% | 0.44% |
Em comparação com a carteira de variância mínima de novembro de 2012, as maiores diferenças foram em CPLE6 e PCAR4.
Do total de 68 ações do IBOVESPA , a CVM possui pesos significantes em apenas 18. O beta desta carteira é de aproximadamente 0,38. A volatilidade (calculada com últimos 60 retornos diários na data base 30 de novembro de 2012) da CVM é de aproximadamente 12,9% ao ano, enquanto a do IBOVESPA é da ordem de 20,1% ao ano.
Os gráficos abaixo apresentam uma comparação entre a composição do IBOVESPA e da CVM, com os nomes das 10 maiores posições.
Resultados da CVM em novembro de 2012
O gráfico abaixo apresenta o desempenho da CVM em novembro, comparado ao do IBOVESPA e do CDI. A CVM apresentou um resultado ligeiramente acima do CDI, enquanto o índice IBOVESPA ficou com um rendimento ligeiramente negativo no mês. A CVM teve um retorno de 0,70% no mês, enquanto o IBOVESPA teve um retorno de -0,41% e o CDI, de 0,52%.
Carteira de variância mínima – Nov/12
Publicado: novembro 17, 2012 em Academia, Brasil, Carteiras de investimento, Economia brasileira, Finanças, Investimento Quantitativo, Mercado de ações, Mercado financeiro, RiscoTags:carteira de investimento, carteira de mínima variância, carteira de variância mínima, fronteira eficiente, ibovespa, otimização de carteiras, otimização de portfolio
Um pouco atrasado, porque eu estava de férias. Neste post, estou publicando a CVM para o mês de novembro de 2012 (isto é, obtida utilizando-se dados até outubro de 2012). As carteiras e os resultados ficarão na página Carteiras (menu do blog). A composição da CVM de novembro de 2012 é a seguinte:
| Código | Ação | Alocação Novembro 2012 | Alocação Outubro 2012 |
| AMBV4 | AMBEV | 15.79% | 15.89% |
| CIEL3 | CIELO | 8.80% | 5.32% |
| CPFE3 | CPFL ENERGIA | 8.37% | 7.79% |
| TRPL4 | TRAN PAULIST | 8.30% | 8.35% |
| CTIP3 | CETIP | 7.98% | 7.68% |
| ELPL4 | ELETROPAULO | 7.80% | 7.89% |
| NATU3 | NATURA | 7.56% | 6.63% |
| VIVT4 | TELEF BRASIL | 6.47% | 6.95% |
| DASA3 | DASA | 5.89% | 5.81% |
| CCRO3 | CCR SA | 5.86% | 3.51% |
| UGPA3 | ULTRAPAR | 5.63% | 6.42% |
| LIGT3 | LIGHT S/A | 5.26% | 4.59% |
| CPLE6 | COPEL | 3.87% | 2.91% |
| PCAR4 | P.ACUCAR-CBD | 1.16% | 0.45% |
| OIBR3 | OI | 0.52% | 1.03% |
| ELET6 | ELETROBRAS | 0.44% | 0.48% |
| CRUZ3 | SOUZA CRUZ | 0.29% | 0.76% |
Em comparação com a carteira de variância mínima de outubro de 2012, as maiores diferenças foram em CIEL3 e CCRO3.
Do total de 68 ações do IBOVESPA (com a saída da Redecard, o índice ficou com um constituinte a menos), a CVM possui pesos significantes em apenas 17. O beta desta carteira é de aproximadamente 0,36. A volatilidade (calculada com últimos 60 retornos diários na data base 31 de outubro de 2012) da CVM é de aproximadamente 13,4% ao ano, enquanto a do IBOVESPA é da ordem de 25,4% ao ano.
Os gráficos abaixo apresentam uma comparação entre a composição do IBOVESPA e da CVM, com os nomes das 10 maiores posições.
Resultados da CVM em outubro de 2012
O gráfico abaixo apresenta o desempenho da CVM em outubro, comparado ao do IBOVESPA e do CDI. Seguindo um mês de resultado ruim para o mercado de ações, a CVM apresentou um resultado próximo do IBOVESPA, porém um pouco melhor. A CVM teve um retorno de -2,57% no mês, enquanto o IBOVESPA teve um retorno de -3.56% e o CDI, de 0,61%.












