Concordata da GM

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A GM entrou hoje com pedido de concordata sob o Capítulo 11 da lei de falência dos EUA. Após negociações complicadas, envolvendo o sindicato dos trabalhadores da indústria automobilística e os credores, os donos da GM passam a ser: os governos canadense e estadunidense (72.5%), o sindicato (UAW, 10%) e os credores (10%).

É no mínimo irônico pensarmos que uma empresa que até algumas décadas atrás fabricava mais da metade dos carros vendidos nos EUA foi socializada e, ainda por cima, com capital emprestado dos chineses, que afinal de contas são os maiores credores dos títulos americanos.

A efetiva socialização da GM (e de seus prejuízos) é mais um episódio do genêro catalizado pela crise financeira. O contribuinte americano já tem participações no Citi e na Chrysler, além de ter pagado a conta dos resgates da mega-seguradora AIG, do Bank of America e das instituições hipotecárias Fannie Mae e Freddie Mac. Há quem diga que a crise atual não é precursora de uma mudança estrutural no sistema capitalista. Mas qualquer que seja o desfeche, a ideologia dos mercados livres e autoregulados está hoje tão forte quanto a GM.

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